29 de abr de 2008

Shopping depois do expediente

Uau, aqui estou eu depois de um cansativo dia de trabalho. Na editora, alguém disse que iria comprar um presente depois do expediente.
Presente de aniversário da comemoração de sei lá de quantos anos de casado. Caraca. Alguém ainda compra compra presente pra isso? E sem procurar as famosas listas das lojas?
Tá bom, existem listas em tudo quanto é lugar.
É lista das Lojas Americanas, lista da Livraria Saraiva, lista das lojas dos shoppings de decoração, lista das lojas dos shoppings que não têm decoração, só filmes, fastfoods, área de fumantes e de lazer pra criançada.
Esses shoppings de hoje em dia deixaria qualquer dono de mercearia de antanho boquiaberto.
Como então, você vai num shopping prá comemorar uma data tão importante, comprar lingerie (êpa, acabo de entregar a pessoa) ou comprar qualquer presente, mas antes vai saborear uma pizza ou sei lá o quê, que as praças de alimentação oferecem? Antes ainda você vai dar um rolé pra ver as vitrines de roupas sob medida (não para você), roupas belíssimas & caríssimas destinas aos teens (e não à você), roupas vendidas na Cantão, na Toulon, na Richard's, na Chiffon, na Madame MS?
Bons presentes não é pra qualquer um. E rodar horas a fio num desses shoppings também exigem fôlego. De leão. Você entra no shopping pra ir ao cinema, sobe elevador, sobe escada rolante, anda paca, e depois de enfrentar tremenda fila vai procurar uma coisinha pra comer, por que sua companhia quer mais é dar um rolé, enquanto espera a hora da sessão começar. Daí, o rolé pode ser ver vitrines, ver livrarias, ver roupas, calçados, badulaques, eletrodomésticos, letrônicos, tvs, telefones, coisas tão importantíssimas que depois de 10 minutos você nem lembra mais por onde já passou.
E nem sabe mais qual filme pretende ver.
Foi isso que aconteceu com a pessoa que trabalha lá na editora. Depois do expediente, ele se mandou pro shopping. Enquanto nós, os outros pobres mortais, saimos sem rumo nem direção, a procura dum bar pra bater papo e malhar a empresa, sedentos de afagos mentais nos egos corroídos de tabefes morais, nos achando eternos injustiçados, apesar de sermos a nata da classe, a créme de la créme, apesar de no fundo no fundo, querer apenas um pequeno pretexto pra encher a cara e cantar a garota que estivesse do lado (no caso dos homens), encher a cara e cantar o cara que estivesse do lado (no caso das mulheres), encher a cara e só malhar a empresa e o patrão (no caso dos malucos), encher a cara e se vangloriar pelo que havia feito (no caso de uma minoria realmente mínima de puxa-sacos), encher a cara - xingar o garçon - brigar com o dono do bar e no final pedir desculpas pros amigos (esse tá mal mesmo!).
Pois é, é isso aí. Já nem lembro o que falava antes.
Mas que lista de aniversário é um saco, isso é.
E lista virtual? Qualquer dia desses conto como é a lista do submarino. A Lista do Submarino, como eles fazem questão de publicar.
Mas isso é papo pra outro dia. Prouta lista.
Vou ficar por aqui, de olho nessa secretária boazuda que fica roçando na minha perna.

Nenhum comentário: