26 de mar de 2008

A INVENÇÃO DO QUEIJO FEITO DE LEITE DE CABRA

Foi na Grécia Antiga, muito Antiga Mesmo, que viveu o Fabuloso Filósofo Xerxes, mais conhecido como Pereirinha. De família simples, como a maioria dos filósofos daquela época (seu pai tinha uma mercearia onde vendia de tudo, de pão à carnes, de feijão à laticínios, além de cereais, hortaliças, farináceos e outros bichos de nomes estranhos, agregados aos fartos mantimentos, tais como ratatorios, baratinídeos, etc. etc e etc.), Xerxes cresceu cuidando das cabras, da mercearia, das entregas e da limpeza, e logicamente da única empregada/ajudante/faz-tudo, que alem de ser uma gracinha, tinha um corpaço de entortar qualquer pescoço de qualquer grego que que porventura por ela passasse, na horizontal ou mesmo na vertical. Quero dizer, pra direita ou pra esquerda, o pescoço dos gregos, bem entendido. Mas como dizia, o Xerxes vivia sua vidinha pacata e sem muitas novidades, se dedicando a cuidar da mercearia, cuidar das cabras, cuidar da empregada/ajudante/faz-tudo, nessa ordem, chovesse ou fizesse sol, sempre na mesma monotonia em que viviam todos aqueles gregos habitantes da área, área essa não muito extensa, apesar das montanhas, dos vales, dos rios, das nuvens e esses troços todos que a gente vê nas gravuras. Bom, o negócio é que naquela época, ninguém consumia o leite das cabras, bicho muito feio (menos pros garotos iniciantes na vida adulta), considerado menos nobre que a vaca, essa sim, rainha absoluta do fornecimento de utilitários comestíveis para os pacatos gregos, além de fornecer o couro para os estofados e tapetes, os chifres pra fabricarem artesanalmente os pés super trabalhados de mesinhas de centro, fornecia a carne dos churrascos dos bacanas, os miúdos das sopas dos bacanas, o leite dos queijos, iogurtes e afins dos bacanas, os cílios para fabricação de espanadores e escovas super macias dos bacanas...Ah sim. Bacana era o nome dado aos que possuíam as tais vacas. Às cabras cabia apenas a função de serem sacrificadas aos deuses, depois de parirem e alimentarem seus filhotes. Os Bananas, criadores de cabras, tinham uma fonte de renda vendendo os bichos pros Bacanas, que acreditavam que o sacrifício do animal livrava a cara deles do fogo do inferno, que na verdade ainda não havia sido inventado. Só muitos e muitos tempos depois é que apareceu a expressão fogo dos infernos, mas aí também já é outra história.
Continua no blog de ontem. Vai lá ver.

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